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BATUCADA

MARCELO EVELIN + DEMOLITION INCORPORADA (PI/BRA)

Sede da Cia. Cazumbá | 29.09 – 20h

1h10min | 16 anos

BATUCADA é a uma criação de Marcelo Evelin/demolition Inc. concebido o Kunsten Festival des Arts, um dos principais festivais de arte performática da Europa. Estreou em Bruxelas/Bélgica, em maio de 2014.

 

BATUCADA se propõe como um acontecimento.

 

O ritmo transita entre a festa e o protesto num ritual que expõe a relação conflitante entre uma coletividade quase tribal e as subjetividades dos indivíduos. O batucar em objetos cotidianos contagia, desmancha fronteiras entre espectador e artista, e provoca reflexões sobre a pulsão do homem na sociedade contemporânea.

 

BATUCADA é uma intervenção político-alegórica.

 

Mascarados, os corpos subversivos batucam panelas, frigideiras e latas numa espécie de desfile apoteótico e revolucionário. O grupo é diverso, de artistas e "não artistas", da dança, do teatro, da música, arquitetura, moda, performance, da vida. Vindos de diversos lugares do estado e de outros do Brasil, estes mais de 40 performers cidadãos - selecionados a partir de uma convocatória pública - se misturam e se transformam um no outro, e na cadência de uma batucada atravessada, enganchada, suspensa, os corpos tornam-se instrumentos para as estruturas rítmicas e impulsionam a cadência de uma coreografia da qual o público também faz parte.

 

ficha técnica-base * a ser confirmada a cada vez, uma vez que há alterações de equipe a cada edição

 

Concepção,Criação e Direção Marcelo Evelin

Colaboração artística no processo de criação Carolina Mendonça, Elielson Pacheco, Layane Holanda e Sho Takiguchi

Colaboração artística nas edições 2018 Erivelto Viana

Performado por cidadãos-artistas selecionados convocatória pública

Suporte técnico Márcio Nonato

Direção de Produção Regina Veloso/CAMPO arte contemporânea

Assistência de Produção Gui Fontineles e Humilde Alves

Realizado por Demolition Incorporada + Kunstenfestivaldesarts


Marcelo Evelin nasceu no Piauí, é coreógrafo, pesquisador e intérprete. Vive e trabalha entre Teresina e Amsterdam. Na Europa desde 1986, trabalha com dança tendo colaborado com artistas de variadas linguagens em projetos também envolvendo teatro físico, música, vídeo, instalação e ocupação de espaços específicos. É criador independente com sua Companhia Demolition Incorporada, criada em 1995, e ensina na Escola Superior de Mímica de Amsterdã-Holanda, onde também orienta estudantes em processos criativos. Orienta workshops e projetos colaborativos em vários países da Europa, Estados Unidos, África, Japão, América do Sul e Brasil, para onde retornou em 2006 e desde então vem atuando também como gestor e curador, tendo implantado em Teresina, o Núcleo do Dirceu (2006-2013), um coletivo de artistas independentes e plataforma de pesquisa e desenvolvimento para as Artes Performáticas Contemporâneas. Em março de 2016 abriu em Teresina, juntamente com a gestora cultural Regina Veloso, o CAMPO, um novo espaço para se pensar, fazer e difundir arte e disciplinas afins, e, como parte dele, o estúdio Demolition Incorporada. Seus espetáculos Matadouro (2010) e De Repente Fica Tudo Preto de Gente (2012) foram apresentados em mais de 18 países. Com a participação de mais de 300 performers de diferentes nacionalidades, Batucada(2014), um “acontecimento performático”, segue em difusão. Dança Doente, sua mais recente criação, é inspirada no universo de Tatsumi Hijikata/JP. Estreou em Maio de 2017 no Kunsten Festival des Arts/Bélgica e está durante todo o ano em tour por Europa, Brasil e Japão.

 

ENFIM SÓ

CIA PULSAR  DE DANÇA(MA)

Teatro Alcione Nazaré | 30.09 - 18h

50min | 14 anos

 

Este trabalho foca "histórias reais de amor, com finais inusitados". Trata da liquidez das relações humanas. Onde o individualismo e o consumismo interferem até mesmo nas relações pessoais. Provocando incerteza, insegurança, angústia e solidão. Fazendo com que as pessoas se escondam atrás de máquinas, buscando relações baseadas naquilo que elas gostariam de ser e não naquilo que elas realmente são. Perdendo a total noção do que é real e do que é ilusório. Descartando e tornando-se descartáveis. Transformando-as em eternas caçadoras de um ideal imaginário, que não existe nem mesmo dentro delas. Dificultando assim, mais do que nunca, o acesso interpessoal.          

 

Direção Geral Abelardo Telles

Coreógrafo Fran Mello

Produção Lilian Azulay

Iluminador Eleomar Cardoso

Execução de Luz Jhony Rodrigues

Bailarinos Carlos Maciel, Fernando Saraiva, Joilson Ferraz, , Kakau Santos, Marilia Lima, Mike Santos e Sarah Fernandes   

 

A Pulsar Cia de Dança comemora em 2018 vinte anos de atuação, surgiu da união de  bailarinos, todos amantes da dança e preocupados com o seu desenvolvimento profissional. Tem por objetivos divulgar, incentivar, formar platéia, realizar oficinas e cursos e prestar serviços à comunidade. Baseada em pesquisas e estudos, utiliza a linguagem moderna e contemporânea para mostrar a dança como um importante meio de comunicação.

 

Mostra de Videodança

DANÇA EM FOCO 2018

Raposa (MA) - Casa D’art | 30 SET | 19h
Alcântara (MA) - Praça Matriz | 01 OUT | 19h
São Luís (MA) - Espaço Chão SLZ | 01 OUT | 19h

O Conexão Dança retoma sua parceria com o projeto Dança em foco e esse anos exibe uma programação internacional de videodanças. A mostra estende-se para as cidades de Alcântara e Raposa.

Songs of the Underworld | 05:56

Direção e Coreografia Nicola Hepp (Países Baixos)

Six Solos | 06:32

Direção Simon Fildes

Coreografia Sang Jijia (Reino Unido/China)

 

La Ruta NatuRal | 05:09

Direção Goga Riveros, Irvin Castro

Coreografia Paola Cortes (Chile)

Antropófagos | 5:00

Direção Vinícius Cardoso

Coreografia Irupé Sarmiento (Brasil)

 

Black Square | 04:52

Direção Timo Zhalnin

Coreografia Elena Kuzmina (Rússia)

 

60 pulses | 03:32

Direção Aliki Chiotaki

Coreografia Christina Mertzani (Grécia)

 

Negrume | 04:17

Direção Luis Gomes

Coreografia Isa Oliveira (Brasil)

 

Tea Dançes | 01:13

Direção e Coreografia Chan Sze-Wei (Singapura)

http://dancaemfoco.com.br/

Na cidade de Raposa contamos com a parceria do Sesc Confluências.

 

Apresentações Outras Cidades

RAPOSA (MA)  

SINO

TIETA MACAU (MA)

Casa D´art, Raposa | 30.09  – 18h

40min | Livre

 

Sino é uma encenação performativa, que mescla o teatro, a dança e a performance. Tem como impulso criador as relações entre memória pessoal e a ancestralidade afro-brasileira. Gerado num pensamento cênico onde não há obrigatoriedade de técnicas sistematizadas, em que o movimento e a fala surgem como brincada popular, como forma de louvação ou relato. Traça um percurso atemporal entre o Navio negreiro, as festas de terreiro e arquétipos da mitologia africana.

Atravessado pelo sincretismo, tradição, memória e pelo questionamento “o que é ser negro hoje?”, “quem são nossos heróis?”. Traz à cena, de forma sutil e poética, aspectos ainda pouco visitados da cultura nacional, em uma singela homenagem à memória ancestral afro-brasileira.

A música é um elemento que compõe integralmente a encenação com canções que passeiam pelos cantos de matrizes africanas, cantos populares e músicas de domínio popular. No frouxo ir das águas, pesadas delas mesmas, de lonjuras vindas vem o Sino, tal qual um rio, carregado de suores, tambores, círculos, arquétipos e identidades. Entre o tambor e a performer: as vozes no corpo, da terra, do povo, no som, no gesto no corpo, ressoam. Sino chama pra roda, pra festejar, batucar dançar, estar.

 

Performer/Concepção Tieta Macau

Músicos Performers Fernanda Preta e Hugo Lima

Maquiagem Juliana Rizzo e Dandara Ferreira

Figurino Tamara Marques

Iluminação e direção de montagem Renato Guterres

Assistente de produção/Contra-regragem Juliana Rizzo

Fotografia Marco Aurélio
 

Tieta Macau é Dançarina, atriz e performer. Graduada em teatro licenciatura na UFMA, pesquisadora do GPTAC (Grupo de Pedagogia Teatral e Ação Cultural). Investiga de forma independente danças e manifestações populares afrobrasileiras e suas contribuições para construções cênicas e performativas. Integrante do Bloco Afro Abyeyé Mailô, dançarina da manifestação folclórica Cacuriá de Dona Teté. Integrante do Laboratório de Expressões Artísticas - LABORARTE, do Grupo Afrôs e por quatro anos foi colaboradora do NUA - Núcleo Atmosfera e grupo Grupo Cara de Arte, nos quais participou de vários espetáculos, intervenções e performances. Em 2014 esteve em circulação pelo prêmio SESC Amazônia das Artes com o Show/Espetáculo Inoromô, com o Grupo Afrôs. Participou de produções nacionais como a intervenção Cegos com o Desvio Coletivo (SP) e da estreia nacional da intervenção político alegórica Batucada (Brasil/Bélgica), dirigida por Marcelo Evelin, no Galpão do Dirceu, em Teresina – PI. Atualmente é integrante Coletivo DiBando, núcleo de pesquisas e interação entre corpo, cidade, cultura popular e artes da cena. Em 2016 participou do espetáculo Chá de Fúrias, com o Teatro da Sacola (DF), indicado a melhor espetáculo de rua pelo prêmio SESC Candango de Teatro. Com o trabalho Sino foi convidada a participar do Klenger Welten SummerFestival - em Frankfurt na Alemanha e premiada no Festival Godô Virá (MA) como melhor direção e melhor cena curta.

Na cidade de Raposa contamos com a parceria do Sesc Confluências.

 
 

POESIAS EFÊMERA CORPO-GRAFISMO POÉTICO MÚTUO

TAIRO LISBOA (MA)

Praça João Lisboa |  01.10 - 16h

60min | Livre

 

A intervenção “Poesia Efêmera” é um ato político-artístico que atomiza como uma provocação efêmera visual no cotidiano urbano do Centro Histórico de São Luís, deixando suas ressonância poéticas utilizando um “pedaço de giz” para grifar o chão das ruas e demais logradouros públicos; eclodido em uma corpografia vibrátil que pretende deixar rastros rizomáticos na habitual hermenêutica cotidiana.

 

Concepção Tairo Lisboa

Equipe Marina Doudement (Dumá), Francesco di Placito, Erick End, Júlia Martins e Telma Lopes

 

Tairo Lisboa é um ativista cultural que desenvolve trabalhos artísticos no seguimentos das artes visuais concebendo a poesia como campo ampliado. Nos últimos anos desenvolveu trabalhos artísticos de forma individual e coletiva; mesclando música, poesia e cinema.

 

ENFAROFADO

GÊ VIANA (MA)

Nas proximidades da Ocupação Oleama |  01.10 - 10h

 

Enfarofado é um trabalho que se desenvolve a partir do lugar performático, fotografar corpos que se relacionam a partir de suas vivências, gênero, comunidade, identidade, aqui eu coloco o corpo desses indivíduos em uma frequência, de movimentos e ritmos corporais com o dispositivo visual das pichações. No diálogo com o performer pretende-se entender esse ritmo de corpo e pixo, é para falar de nois mesmo. É simples é frontal é um embaraçoso lugar como é embaraçoso viver aqui. É sobre como você se identifica dentro da sociedade com tal , sobre mascaramento, desmascarar-se. É vesgo, cansado e o pixo com suas variações de tags, nesse contexto abjetado.


 

Performers Gê Viana, Nayra Albuquerque, Karlene Farias, Marcelo Durans, Ricardo Pereira, Loopy Ew - Felipe, Cybelle Oliveira, Silvana Mendes

 

Gê Viana se lança sobre a pesquisa do corpo performático e dos corpos abjetos marginalizado. Usa a fotografia para suas criações através da fotomontagem e fotoperformance em experimentos de intervenção urbana/rural. Graduanda do Curso de Artes Visuais pela Universidade Federal do Maranhão. Trás discursos sobre a pixação no ato cívico, político e artístico.

 

TRANSCULTURE IN MOTION

NÚCLEO ARTE E EDUCAÇÃO (NAE)

Rua Portugal | 01.10 - 17h

60min | Livre

 

A performance TRANSCULTURE IN MOTION consiste em um corpo que se move a partir da resistência, sobre o registro historiográfico do patrimônio cultural de São Luís do Maranhão. Entre memórias e traços poéticos, o corpo transita em um percurso vivo que vai delineando a geometria colonial arquitetônica e fundindo-se nela em uma ação de transfiguração, transmutação e encontro do próprio eu artístico.

 

Performers Alba Gomes, André Lima, Calina Rubim, Daniel Lima, Geisa dos Anjos, Isabella Sousa, Kleverson Froz, Miriam Martins, Nuilane Lago, Raquel Alves

Produção Michael Anthony, Heide Cabral, Ronnaldy Silva, Tatiana Nahuz, Weber Bezerra

 

Núcleo Arte e Educação (NAE) é um projeto da parceria entre a Secretaria de Estado da Educação e da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo, que propõe promover ações com vistas ao desenvolvimento cultural, estético e artístico dos estudantes da rede estadual da educação básica. O Grupo de Aperfeiçoamento em Danças do NAE teve seu primeiro espetáculo em 2017: “Chico, Eu & Buarque” com direção do paulista Anderson Couto, que ficou dois meses em processo de criação com o Grupo NAE. O mesmo fez a abertura como convidados do Festival Internacional de Dança de Fortaleza – FENDAFOR.

 

TRÁFEGOS EM TRAVESSIAS

JESÚS PÉREZ E DOROTI MARTZ (MA)

Chão SLZ | 01.10 - 18h

11min | 12 anos

O vídeo performance Tráfegos em Travessias fala sobre os abismos cotidianos de um corpo,

negro, feminino, que ora tenta enquadrar-se em uma sociedade excludente, ora torna-se rebelde, na tentativa de romper as barreiras estruturais que o classificam enquanto subcorpo. O trabalho é inspirado nas obras Merci beaucoup, blanco da performer Michelle Mattiuzzi e Kbela da cineasta Yasmin Thayná, questiona a presença/ausência do corpo negro na cidade de São Luís/MA e a retomada de identidade deste corpo.

 

Direção Jesús Pérez

Performer Doroti Martz

Corpos que dançam Bigorna Trompete; Daniel Monteiro; Larissa Santos; Layza Cutrim; Nádia d’ Cássia; Neey Santos; Renato Guterres; Thiago Pacheco; Vinicius Viana; Walquiria Almeida

Músico Oswaldo Abreu

Figurino Victor Vihen e Denise Amorim

Maquiagem Victor Vihen

Assistente de Câmera Brunno Santos Araújo e Jerlyson Hugo

Preparador de elenco Victor Vihen

Concepção e criação Doroti Martz

Producão Doroti Martz e Hudson Bianckinni

Fotografia, edição e montagem Jesús Pérez

 

Jesús Pérez  é fotógrafo, especializado em reportagem, retrato e fotografia de interiores. Possui formação em História e História da Arte pela Universidade de Alcalá de Henares (ES). Realizou cursos de Direção de fotografia para cinema com Afonsso Beato, Roman Lechapallier y Marco Aurelio Ribeiro. Atualmente reside na cidade de São Luís/MA, onde atua profissionalmente como fotógrafo, além de desenvolver documentários relacionados a cultura maranhense, experimentos artísticos e vídeo performance.


Doroti Martz é  graduada pela Universidade Federal do Maranhão no curso de licenciatura em Teatro, onde desenvolveu pesquisas sobre as danças populares maranhenses e estudos sobre performance. Iniciou sua carreira artística em 2008, com a pesquisa nas danças populares. A partir disso, seguiu seus estudos junto ao Instituto Brincante, desenvolvendo pesquisas em diversas matrizes das danças brasileiras. Pesquisou cantos tradicionais portugueses na região do Douro em Portugal através da mobilidade para a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (PT).

 

EMPARELHA

DINHO ARAÚJO (MA)

Chão SLZ | 01.10 - 18h

40min | Livre

 

Este experimento parte de um jogo de tentativa e erro de sincronizar o som de quatro caixas acústicas que reproduzem a percussão da parelha do tambor de crioula. A ação transcorre em um espaço/ instalação onde um grupo de performers manipula, ajusta e “fricciona” dispositivos de uma aparelhagem de som, alternando frequências, ruídos e sequências rítmicas. Dessa tensão emerge a síncope e a polirritmia que caracterizam a sonoridade da roda de tambor a partir da referência de outros universos da sociabilidade negra (a citar as aparelhagens paraenses e radiolas de reggae).

A ambiência sonora é transposta para o campo da imagem através da projeção de um videoarte com fragmentos do corpo brincante da Ana Duarte filmada no sítio do rangedor em 2015 em colaboração com Thiago Ferrer e Carolina Guerra Libério.

Como extensão da paisagem sonora,  a imagem da coreira se revela viva através de mappings que ocupam paredes do local.

 

Direção Dinho Araujo

Concepção Carolina Libério, Dinho Araujo, Thiago Ferrer e Ana Duarte

Performers (operadores de som e imagem) Layo Bulhão, Carolina Guerra Libério, Thiago Ferrer, Nayra Albuquerque, Dinho Araujo

 

Dinho Araujo é artista visual e produtor independente.Licenciado em Artes Plásticas pela UFMA e mestre em Antropologia, com linha de pesquisa em arte, imagem e performance, pela UFPB.  Atua como coordenador e gestor no Chão Slz, espaço cultural independente voltado à promoção de cursos, oficinas, exposições, exibições audiovisuais, expedições e residências artísticas, com sede no Centro Histórico de São Luís. Como artista visual realiza experimentos com vídeo e fotografia expandida, transitando entre intervenção, projeção mapeada e fotografia lambe lambe. É integrante do Risco, coletivo que reúne processos de pesquisa em performance e arte urbana.

Apresentações Outras Cidades

 

ALCÂNTARA (MA)

SAGRAÇÃO

RUAN PAZ (MA)

Praça Matriz, Alcântara | 01.10 – 18h

35min | Livre

 

Obra de 1913, A Sagração da Primavera é um momento épico da dança que transgrediu o pensamento do ballet, trazendo ao mundo uma coreografia disforme, de tempos estranhos, música estranha... Esses ingredientes se juntam e fazem um teatro inteiro sucumbir em desgosto.
Não se tinha mais o que fazer, já fizeram de tudo. E se o aleatório fosse ligado? Traríamos o que é clássico para cá? Numa configuração rápida, lidar com o clássico é fácil ou é difícil?

Pesquisa e performance Ruan Paz

Música Igor Stravinsky
Foto Carolina Libério

 

Ruan Paz cria arte multimídia em dispositivos móveis e desenvolve performances numa pesquisa que envolve música, vídeo e dança. Atua como produtor multimídia, sonoplasta, operador de luz, performer, bailarino, desenvolvimento de sites. Atualmente integra o BemDito Coletivo, Coletivo DiBando, PE.ACE e apk media lab. Criou o “siccor” (plataforma de criação multimídia) e o “whoam” (artista ficcional).

 
 

"DIE EINEN, DIE ANDEREN"

GIRA DANÇA (RN)

 Teatro Arthur Azevedo | 02.10 – 20h

37min| Livre

 

Em "die einen, die anderen"(alguns outros), quatorze pessoas experimentam como o corpo pode ser utilizado não só como um produto social e econômico de ideais e normas, onde seu manuseio é considerado um produto ou imagens ideais e, portanto, uma maximização da eficiência. Mas, em sua singularidade e individualidade, aprecia a humanidade, paixão, leveza, poesia e amor.

 

É uma cooperação internacional da cie. toula limnaios com a cia. Giradança. O trabalho realizado no Brasil e em Berlim é uma reflexão sobre a imagem do corpo e inspirada nas rádio conferências do Foucault "o corpo utópico" / "heterotopias". Todo ser humano tem e terá um corpo, mas, ao mesmo passo, sua imaginação muda com o tempo em que vivemos. É o ponto de partida do mundo e nos conecta com ele. É o lugar do anseio, do desejo, da fantasia, do utópico, que reflete a visão de sua realidade impiedosa e de sua transitoriedade.


 

Conceito/Coreografia Toula Limnaios

Música Ralf R. Ollertz

Dança e criação cia. Giradança Álvaro Dantas, Iego José, Jania Santos, Joselma Soares, Marconi Araújo, Thaise Galvao e Wilson Macário.

Criação de Luz Felix Grimm

Operação de luz Camila Tiago

Figurinos Antonia Limnaios, Toula Limnaios

Vídeo Giacomo Corvaia

Operação de projeção David Costa

Direção artística cia. Giradança Alexandre Américo

Produção cia. Giradança Celso Filho

Financiado pelo Estado de Berlim, Departamento do Senado para a Cultura e da Europa e Contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015.

 

Giradança é uma companhia de dança contemporânea formada por bailarinos com corpos diferenciados que tem como proposta artística ampliar o universo da dança através de uma linguagem própria, voltada para o conceito do corpo como ferramenta de experiências.

A companhia, sediada em Natal/RN, foi fundada pelos bailarinos Anderson Leão e Roberto Morais, teve sua estréia nacional na Mostra Arte, Diversidade e Inclusão Sócio-cultural, realizada no Rio de Janeiro, em maio de 2005 e, desde então, tem apresentado em palcos de todo o Brasil um trabalho que rompe preconceitos, limites pré-estabelecidos e cria novas possibilidades dentro da dança contemporânea.

 

DESVIO PADRÃO

TIETA MACAU(MA)

Chão SLZ | 02.10 – 17

60min | Livre, Livre e 16 anos

 

*A performance se dará em três momentos, iniciando às 16h30 e nos intervalos das apresentações seguintes, em espaços diferentes.

600 anos, 6 milhões, 1 a cada 23 minutos, 70% por ano... um peso temporal, real que ao ser

explicitado em números virtualiza-se, e perde a qualidade tempo-espaço, mas não a de unidade para quem a vive . O palpável, a solidez de cada número, o vazio de cada dado é um tempo incabível em qualquer contagem.

Desvio Padrão relaciona um pensamento [em corpo] afro orientado e padrões estatísticos, a

partir de um corpo negrx que se reconhece como um erro padrão da estimativa. Se configura

como um programa de quatros ações, não intermitentes, que buscam dialogar com os graus de dispersão e uniformidade de um conjunto de dados.

 

Amostragem | Assepsia de um corpo negrx. Tentativa número um de chegar entre 60 e 1800.

 

60 : 1 |Contorno transparente de uma unidade esterilizada.

 

Quantos 8 me impedem de chegar a 5 milhões e pouco? |Quantos oitos nos impedem de [dançar=pensar]?  Em quantos oitos um corpo não consegue se enquadrar?

 

Margem | Dança que acontece entre a extremidade de uma coisa e beira de outra.

 

Concepção e Performer Tieta Macau

Colaboradores Juliana Rizzo | Disciplina de Dramaturgia em Dança: passagens (UFC - ministrada por Thereza Rocha e Thiago Torres)

 

Tieta Macau é Dançarina, atriz e performer. Graduada em teatro licenciatura na UFMA, pesquisadora do GPTAC (Grupo de Pedagogia Teatral e Ação Cultural). Investiga de forma independente danças e manifestações populares afrobrasileiras e suas contribuições para construções cênicas e performativas. Integrante do Bloco Afro Abyeyé Mailô, dançarina da manifestação folclórica Cacuriá de Dona Teté. Integrante do Laboratório de Expressões Artísticas - LABORARTE, do Grupo Afrôs e por quatro anos foi colaboradora do NUA - Núcleo Atmosfera e grupo Grupo Cara de Arte, nos quais participou de vários espetáculos, intervenções e performances. Em 2014 esteve em circulação pelo prêmio SESC Amazônia das Artes com o Show/Espetáculo Inoromô, com o Grupo Afrôs. Participou de produções nacionais como a intervenção Cegos com o Desvio Coletivo (SP) e da estreia nacional da intervenção político alegórica Batucada (Brasil/Bélgica), dirigida por Marcelo Evelin, no Galpão do Dirceu, em Teresina – PI. Atualmente é integrante Coletivo DiBando, núcleo de pesquisas e interação entre corpo, cidade, cultura popular e artes da cena. Em 2016 participou do espetáculo Chá de Fúrias, com o Teatro da Sacola (DF), indicado a melhor espetáculo de rua pelo prêmio SESC Candango de Teatro. Com o trabalho Sino foi convidada a participar do Klenger Welten SummerFestival - em Frankfurt na Alemanha e premiada no Festival Godô Virá (MA) como melhor direção e melhor cena curta.

 

NEBULOSA

VANESSA NUNES (PI)

Galeria Trapiche | 02.10 – 18h30

50min | 16 anos

 

NEBULOSA é um solo em dança desenvolvido pela performer Vanessa Nunes, em colaboração com o artista visual Arthur Doomer. Esta criação teve início em uma residência artística chamada Borrão, que aconteceu no espaço cultural Campo Arte Contemporânea, em Teresina, Piauí, no ano de 2017, havendo três compartilhamentos públicos a nível de processo.

 

Esta investigação pega como pretexto inicial uma espécie de matéria negra aparentemente “inexistente”, que corresponde a cor preta, mas também a traços de culturas que estão em constante movimento pelo mundo, por razões políticas e seus vestígios no corpo da performer, do público. O ato de mover-se. Mas como em uma diáspora, não é um movimento tão voluntário, pelo contrário, é obrigatório por escassez e movidos pelo desejo de criar algo, como um rasgo na subjetividade na mera sobrevivência imposta invisivelmente sempre em deslize ao longo de um estado sem começo nem fim.

 

Performance Vanessa Nunes

Criação Compartilhada Arthur Doomer e Vanessa Nunes

Produção Escuro

Fotografia Adaeze Aninweze

Essa pesquisa coreográfica surgiu e foi desenvolvida no CAMPO Arte Contemporânea, durante a residência BORRÃO, em Teresina-Pi/2017.

Vanessa Nunes é bailarina, performer e professora de dança, trabalhou como bailarina por nove anos em uma companhia local, Balé da Cidade de Teresina. Participou de residências artísticas dentro e fora do país. Atualmente é artista residente no espaço cultural Campo Arte Contemporânea, espaço gerido por Marcelo Evelin e Regina Veloso no qual está a desenvolver seu primeiro trabalho solo onde uma das questões é pensar o uso de técnicas de dança em relação a um contexto contemporâneo.

DISTÚRBIO EM ATO ÚNICO

GABI MIGUEL(MA)

Centro Cultural VALE / Sala Mearim| 02.10 – 18h

25min |12 anos

A solidão e o mergulho de uma mulher que vive no labirinto de suas sombras em defesa, refúgio e moradia.

O drama psicológico em cena, mostra a loucura e a sanidade emaranhadas na fuga do que se é, reflexo do que se foi e a busca de tudo aquilo que não se sabe.

 

Intérprete Gabi Miguel

Direção Ruan do Vale

Luz e sonoplastia  Ruan do Vale

 

Gabriela Miguel nascida no interior do Maranhão, tem como formação a vivência em oficinas, cursos livres e passagens por grupos teatrais e performáticos da ilha. Em sua busca e pesquisa, crê no corpo que escreve e conta histórias, que vive e leva suas cicatrizes aos olhos do outro, que cura e reverbera aquilo que acredita na arte.

 

((((Alertamos a pessoas sensíveis a luz, que sofrem de epilepsia fotossensível o uso dos intenso de flashes na performance))))

 
 

O QUE NÃO CABE EM MIM

COLETIVO EM DANÇA (MA)

Teatro Alcione Nazaré |  02.10 -19h

55min |14 anos

 

Quando despertei já não estava mais lá, se foi, tão longe que talvez não volte mais. Quando Zygmunt Bauman se faz presente na liquidez das relações humanas, onde o outro já não significa mais nada, ou apenas tão pouco. Onde um like muda todo o significado de uma era. O que não cabe em mim torna-se uma nascente, quero e preciso dizer que ele existe sim, está presente sim, torna nossa vida mais radiante. Nada tem sentido se ele; eu quero, eu posso, eu acredito... Digo sim ao amor!

 

Direção geral Joilson Ferraz

Bailarinos Carlos Maciel, Dante Assunção, Fernando Saraiva, Joel Farias, Joilson Ferraz

e Mike Santos

Iluminação Jhony Rodrigues

Fotografia e vídeo Suzana Melo

Release Fran Melo

Fotos Anfevi e Suzana Melo

Figurino Milene Boaes

 

O Coletivo em Dança surgiu da ideia do bailarino e coreógrafo Joilson Ferraz, na qual desejava-se criar um  grupo "rotativo ", um ambiente que pudesse promover trocas e experiências com bailarinos de outras cias locais ou até mesmo de outras cidades na  campo da dança contemporânea, a fim de agregar conhecimentos para o artista.

 

Dança para Criança

POPOTITODÓ

GRUPO TEATRODANÇA

Theatro Arthur Azevedo | 03.10  - 15h

30mim | Livre

 

O grupo pioneiro na dança-teatro maranhense que inclui o corpo-nenê. O pensador Friedrich Nietzsche fala da seriedade com que a criança brinca: nenês, termo usado no cotidiano, são enormes existências; busca lugar para pequenos seres que vivem em modos sensórios inesperados; permite percepções regidas pelas animações, sensações, paladares, visões,  audições, olfatos. Quem cuida deve atender ao nenê, sair e retornar para a encenação. A condição sensível dos corpos se complementam, público e atuadoras.

 

Premissas dramatúrgicas Grupo Teatrodança

Direção sonora e as composições Pisa no chão, Truliluli, Popó, Risos: Eline Cunha

Materiais Grupo Teatrodança, Marcos Ferreira, Centro Ozaka Origami

Trilha sonora João Simas

Design Diego Dourado

Atuação Eline Cunha e Júlia Emília

Programação visual Marcos Caldas

 

Grupo Teatrodaça foi fundado em São Luís do Maranhão, 1985, vem desenvolvendo pesquisa contínua, com vivências e referências sobre as questões corpóreas, matrizes e

potenciais, e dialoga com antropologia e expressividade das culturas tradicionais, em

vertentes artísticas e pedagógicas. A pesquisa criativa envolve procedimentos e

linguagens múltiplas, como sistemas psíquicos-corporais, sonoridades, literaturas, cenas

e encontros.

 

EXTRATO DE NÓS

CLÁUDIO MARCONCINE(MA)

Centro Cultural VALE /Auditório| 03.10 – 17h

45min | Livre

Acessível a pessoas com deficiência visual


Esse processo deu-se início no momento em que, tive contato com o procedimento metodológico de preparação de atores e composição de espetáculos   preconizado pela Pequena Companhia de Teatro. Depois de 3 obras construídas nesse procedimento, e pela trocas provenientes   dos debates pós-apresentações, e pela minha pequena passagem numa disciplina de dança para o ator com Guilherme Schulze (PB), há inúmeros pontos de contato do teatro que represento com a dança contemporânea, em que pese as relações de Laban quanto ao espaço, peso e movimentos, como flutuar, retorcer... os vocábulos utilizados pela Pequena Companhia de Teatro encontram equivalentes nas dinâmicas de Laban. A partir da preparação de um espetáculo-solo   para as ruas, ainda em processo de montagem, o estudo desse procedimento se intensificou, pois era somente eu na sala de ensaio. Assim essa demonstração quer acentuar o trabalho de um ator que tem na dança, esse território movediço, o entre, um espaço de interlocução possível com o teatro na contemporaneidade.

 

Ator-dançarino/Performer Cláudio Marconcine

Preparador/Observador Marcelo Flecha

 

Cláudio Marconcine é licenciado   em Letras pela   UEMA e especialista em Representação Teatral pela UFPB. Em dança, fez atividades formativas com: Maura Baiocchi, Dani Lima, Marcelo Evelin, Dudude Herrmann, Daniel Matallana, Mariana Muniz. Em teatro, atividades com: Antônio Abujamra, Luis Louis, Maurício Abud, Eugenio Barba,Julia Varley, Vinícius Piedade, Silvana Abreu, André Capuano, Bruna Longo, Nezito Reis. Em circo, Ricardo Puccetti, Ciléia Biaggioli, Fernando Vieira, Alexandre Luis Casali. Membro da Pequena Companhia de Teatro, atuou na maioria de suas encenações.

 

VESTIDO

ANTUNES NETO (MA)

Teatro Alcione Nazaré |  03.10 - 18h

15min | livre

VESTIDO é uma coreografia em três pequenos atos, que foi montada em 2010 e expõe em suas fortes cenas a realidade do intérprete em sua dualidade e insanidade, sua luz e suas

sombras, suas alegrias e infelicidades, seus segredos de forma sutil e bela. Com base de

inspiração nas danças expressionistas do século passado e em técnicas do Butoh, a coreografia busca o movimento espontâneo através do improviso calculado. Sua primeira parte foi apresentada durante a festa de encerramento do Conexão Dança no ano de 2010, ainda de forma experimental. Dois anos depois VESTIDO foi reapresentada no MIDANÇA, já com a segunda parte incluída. Agora, de forma simbólica, Antunes pretende apresentar ao público a coreografia completa, com sua terceira e última parte, findando um ciclo de 8 anos de criações, adaptações, morte e vida, para dar início a novas fases criativas a fim de concluir um processo e um ciclo.

 

Direção, Coreografia, Figurino, Luz e Sonoplastia Antunes Neto

Trilha Sonora  Chopin, Antunes, Beethoven


Antunes Neto foi bailarino da Companhia Ópera Brasil no período de 1999 à 2000 e dançou no espetáculos Nordestenamente e na ópera O Escravo.  Por oito esteve, 2001 à 2009, na Escola de ballet Arte e Dança, onde participou de vários espetáculos e viveu diversas experiências.

 

AXEXÊ DA BAILARINA

CALU ZABEL – Coletivo S/N (SP) + Casa Peixe (MA)

Teatro Alcione Nazaré | 03.10 - 19h

20 min | livre

 

Axexê da Bailarina é uma dança, que a partir da poesia do Axexê (rito fúnebre do Candomblé) e outras mitologias afro-brasileiras, reflete sobre a pluralidade de relações e narrativas possíveis sobre as noções de vida e morte. O ritual, o mitológico, verdade e mentira, realidade e ficção, são colocados em cena por meio de um corpo que se move em chegada e despedida, dançando para significar a morte.

 

Criação e dança Calu Zabel

Figurino Gabriel Gutierrez

Luz Karine Spuri

Música Gabriel Gutierrez (piano) e Calu Zabel (captação de sons e edição final)

Preparação corporal e estudo de movimento Ubiratã Trindade


Calu Zabel atua entre as artes cênicas e visuais criando performances solo e em parceria com outros artistas/coletivos. Estudou Artes Cênicas na UEL(2007), Iluminação na SP Escola de Teatro (2012) e Especialização em Estudos contemporâneos em dança na UFBA (2017). Seus principais trabalhos são Camelô AM/FM, Sloths, Sem notícias de ti, mon cher, Axexê da bailarina e faz a drag queen Calupsyta.

 

MULATA

CIA DITA (CE)

Teatro Arthur Azevedo | 03.10 – 20h

60min | Livre

Mulata marca as comemorações dos 50 anos da bailarina cearense Wilemara Barros, ganhando narrativa com o corpo e a voz da artista que esmiúça sua trajetória de 40 anos de dança, em 2014. Mulata é sobre a delicadeza das percepções menos visíveis.

 

Bailarina Wilemara Barros

Direção Fauller

Operação de som Enoque Viana

Fotos Felipe Abud

Realização Cia.Dita

 

A Cia Dita é um “lugar de procura”, pesquisa e produção artística. Desenvolve suas pesquisas transitando e criando interlocuções entre diferentes linguagens, como: dança, vídeo, performance, fotografia e literatura. Fundada em 2003, a Cia vem circulando com seus projetos e espetáculos por eventos que se relacionam com a dança e com outras linguagens, dentro e fora do Brasil, como: Mostra Fora Do Eixo (SP), Encontro Coreográfico de Santo André (SP), FID - Fórum Internacional de Dança (MG), Festival Ibero-Americano de Cinema do Ceará - Cine Ceará, Festival Internacional de Cinema de Brasília, Simpósio Internacional de Filosofia de Fortaleza, Bienal Internacional de Dança do Ceará, Encontro Internacional de Artes Cênicas (Zona de Transição), Vazio Festival (AM), Festival Panorama de Dança (RJ), Festival de Dança de Joinville, Festival do Teatro Brasileiro (MG e ES), Festival Brasil Move Berlim, Festival Brasil em Chile, Chile en Brasil, Rede de Circulação Cênica (Uruguai), Festival de Teatro de Rafaela (Argentina), Conexão Cabo Verde e Festival Palco Giratório SESC Nacional.

 

Ó

CRISTIAN DUARTE EM CIA. (SP)    

Sede da Cia. Cazumbá | 04.10 – 17h

75min | 14 anos

Não é permitida a entrada de crianças nem acompanhadas dos pais.

 

Ó é uma coreografia dirigida por Cristian Duarte criada no contexto da residência artística Lote onde o coreógrafo vem desenvolvendo sua pesquisa em dança desde 2011.

Com o interesse pelo minimalismo na dança e a sensorialidade do movimento, essa criação

manifesta a vontade de estabelecer uma dramaturgia tátil através da incessante modulação de percepção e afeto. Na tentativa de se afastar do hemisfério trágico presente na narrativa grega de Orfeu - referência que ancora a criação - o olhar para trás, que o fez supostamente perder Eurídice, tornou-se dispositivo para interrogarmos o tempo enquanto matéria.

É na relação com um modo de vida que compreende o gesto de olhar para trás como movimento de dobra e atualização da experiência, que o trabalho aposta para, junto do público, compartilhar a construção de um campo de empatia e estabelecer uma dilatação dos sentidos.


 

Uma produção de Cristian Duarte em companhia e Lote.

Coreografia e Direção Cristian Duarte

Cocriação e Coprodução Aline Bonamin, Bruno Levorin, Cristian Duarte, Felipe Stocco e Tom Monteiro

Dança Aline Bonamin e Felipe Stocco

Dramaturgia e Assistência de Coreografia Bruno Levorin

Composição Musical Tom Monteiro

Iluminação André Boll

Concepção e Produção de Figurino Cristian Duarte, Bruno Levorin, Aline Bonamin e Felipe

Stocco Consultoria de Figurino Daniel Lie

Vibração Rafaële Giovanola

Provocação Thiago Granato

Fotografia Haroldo Saboia

Produção-Difusão Carolina Goulart

Realizado com subsídio da 17ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.

Em cooperação com CocoonDance (Bonn/ Alemanha).

Em coprodução com Théâtre du Crochetan Monthey, Theater im Ballsaal Bonn.

Com o apoio de: Goethe Institut São Paulo, Casa do Povo, Ministerium für Familie, Kinder,

Jugend, Kultur und Sport des Landes Nordrhein-Westfalen, Kunststiftung NRW, Bundesstadt

Bonn e Théâtre-ProValais, Le Conseil de la Culture Etat du Valais, La Loterie Romande.

Apoio/Realização em 2017: Lote#5 em manutenção - contemplado pela 21ª Edição do

Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.

 

Cristian Duarte em companhia representa o modo de pesquisa, criação e produção em dança desenvolvido pelo coreógrafo Cristian Duarte na cidade de São Paulo. Diferentes artistas e técnicos profissionais são convidados a integrar uma rede de colaboradores em acordo com a especificidade de cada projeto. Desde 2011, articula-se através da residência artística Lote – uma iniciativa do coreógrafo que busca estimular práticas de trabalho compartilhado e a experimentação em dança, e que tem sido cosmo fundamental para a continuidade da sua ação coreográfica. Lote reside na Casa do Povo - um espaço voltado para práticas culturais não institucionalizadas, que incentiva a experimentação nas artes contemporâneas, oferecendo também novas formas de pensamento sobre o papel de espaços públicos na cidade de São Paulo.

 

RELAÇÕES EM TRÊS ACESSOS

CIA DE TEATRO MIRAMUNDO (MA)

Centro Cultural VALE / Auditório| 04.10 – 18h30

35min | 14 anos

 

A relação do performer com o público é intermediada pela chave que lhe rende acesso ao meu corpo fazendo dele um espaço de encontro por afetos permeados por oposições e questões a serem preenchidas no espaço/tempo, onde atu(ação)/encontro/presença se faz.

Entre. Escolha sua chave. Faça sua escolha. Relações em Três Acessos busca tensionar corpo, gênero e memórias do performer. A performance em questão, instaura uma temporalidade, onde o convívio e as redes de negociações se estabelecem oportunizando um espaço de co- autoria, por meio de um corpo que se sujeita aos acessos.

 

Performer Jura Mendes

Iluminação Darcy Sousa

Projeção James Lopes

Música Allan Fonseca


Jura Mendes é Ator, performer, figurinistas, membro da Cia de teatro MiraMundo. Mestre e doutorando em teatro no programa de pós-graduação em teatro da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC. Graduado em Teatro  – UFMA. Pesquisador em estética da cena contemporânea, historiografia do teatro, gênero e figurino teatral. Principais trabalhos: figurinista na performance “Exposição viva” (2011), Relações em três acesso (2016) e nos espetáculos “llulabay - Por quem choram as pedras”, “Cais da Sagração” e “O piquenique”. Trabalhou como ator nos espetáculos: “Um reino todo quadrado” (2009), “Esperando Godot”(2009), Cais da sagração (2012) O piquenique( 2012/2013). Leituras Dramáticas: “Salomé” (2008),“O Mambembe” (2008), “Evlyn Roe e os senhores do báltico”(2009). Perfomance “Relações em três acesso” (2016 –2018).

 
 

TRAVESQUEENS

ERIVELTO VIANA E RICARDO MARINELLI (MA/PR)

Teatro Arthur Azevedo | 04.10 – 20h

50min | 16 anos

 

Travesqueens é o encontro de Cintia-Erivelto e Princesa-Ricardo. É onírico e macabro. É belo e trágico. É a manifestação da ambiguidade que existe em todos nós.

 

Concepção e gestão geral de projeto Ricardo Marinelli

Performance Erivelto Viana e Ricardo Marinelli

Criação Elielson Pacheco, Erivelto Viana e Ricardo Marinelli

Colaborações artísticas Cristian Duarte e Marcelo Evelin

Apoio visual e Make up (da Princesa) Aurélio Dominoni

Direção de Produção Ricardo Marinelli

 

Parcerias Couve-flor minicomunidade artística mundial, Núcleo do Dirceu e BemDito Coletivo.

Este projeto foi contemplado com o prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2010.

Ricardo Marinelli é artista, pesquisador e gestor de projetos em arte contemporânea. Licenciado em Educação Física e mestre em Educação pela UFRN, suas criações e projetos têm circulado por diversos eventos no Brasil, na Alemanha, na Martinica, em Cuba, no Uruguai, no Peru e no Equador.

 

Erivelto Viana é artista e produtor. Desde 2009 desenvolve projetos e articulações artísticas que integram o BemDito Coletivo Artístico/MA.  Apresenta ainda o solo SINTÉTICA IDÊNTICA AO NATURAL e com Marcelo Evelin/Demolition Inc. o peça BATUCADA.

OCULTO

RUAN PAZ (MA)

Centro Cultural VALE / Auditório | 05.10 – 18h
55min | Livre

Um breve jogo sobre genótipo e fenótipo

Um breve jogo sobre ser e lei

Um breve jogo sobre música e corpo

25min59s

 

Concepção e performance Ruan Paz (presents: siccor)

Colaborações artística Erivelto Viana, Ricardo Marinelli, Yuri Azevedo

Fotografia Paula Barros e Guilherme Fogagnoli


Ruan Paz cria arte multimídia em dispositivos móveis e desenvolve performances numa pesquisa que envolve música, vídeo e dança. Atua como produtor multimídia, sonoplasta, operador de luz, performer, bailarino, desenvolvimento de sites. Atualmente integra o BemDito Coletivo, Coletivo DiBando, PE.ACE e apk media lab. Criou o “siccor” (plataforma de criação multimídia) e o “whoam” (artista ficcional).

 

A MULHER DE BRANCO

LUCIANO TEIXEIRA (MA)

Galeria Trapiche| 05.10 – 19h

35 min | Livre


‘‘Uma mulher ferida é uma mulher perigosa’’.

Quem não se lembra da famosa “Mulher de Branco” das brincadeiras de escola?

Vez por outra ela aparecia no banheiro do colégio para assustar as crianças e causar burburinhos na sala de aula. Na performance “A Mulher de Branco” são abordadas temáticas que variam entre o feminino, a violência contra a mulher, violência contra a criança, etc. Transitando entre o abrupto e a singeleza, o real e o ritual, o espelho e o estilhaço, abrindo assim, um espaço em si mesma para o surgimento de um novo ser inconcebível na realidade outrora.

 

Concepção e Performance Luciano Teixeira

Trilha Sonora PE.ACE - Jacksciene Guedes (LVK), Rafael Azevedo (Aquarianjo), Rafael Paz (Pornografairy), Ruan Paz (siccor), Alexsander Vasconcelos (Fauna in Fleurs).

Operação de som Rafael Paz

Iluminação Darcileia Sousa (concepção)

Operação de Luz Ruan Paz

Cenografia e Montagem Jacksciene Guedes, Rafael Azevedo


Luciano Teixeira é estudante do curso de Licenciatura em Teatro - UFMA, ator e performer, integra o Bemdito Coletivo. Participou do Open Space e do Projeto Conexão Espaço Habitação em diversas residências artísticas com: Denise Stutz (RJ), Jorge Alencar (BA), Michele Moura (PR), Urias Oliveira(MA), Flávia Meireles (RJ) entre outros. Atuou em diversos espetáculos e dirigiu: A Bela e a Fera(2017), 1612(2015), Pacto Carmim (2014).  

 

THE HOT ONE HUNDRED COREOGRAPHERS

CRISTIAN DUARTE EM CIA. (SP)

Teatro Arthur Azevedo | 05.10 – 20h

55min | Livre

The Hot One Hundred Choreographers toma como assunto e material coreográfico 100 coreógrafos/obras,  para tratar a criação e performance como um dispositivo para pensar forma, criação, produção, autoria, contexto e resolução. Hot 100 teve como ponto de partida o text-painting The Hot One Hundred do artista britânico Peter Davies. A dança-lista proposta no solo não garante lugar fixo ou valoração numérica do conteúdo. Dança e coreografia se dão pela manipulação, apropriação, mixagem dos conteúdos listados, e através da série de etceteras que a performance suscita. A hot lista pode ser consultada no website: www.lote24hs.net

Concepção, criação e performance Cristian Duarte

Colaboração e criação Rodrigo Andreolli

Iluminação André Boll

Edição da trilha Tom Monteiro

Hot contribuições Bruno Freire, Júlia Rocha e Tarina Quelho

Figurino Cristian Duarte

Design  e conceito do site Cristian Duarte e Rodrigo Andreolli

Webdesign e programação Roberto Winter

Fotografia Carolina Mendonça

Apoios/Agradecimentos Artist Faculty program at School of Dance – Herberger Institute at Arizona State University/USA, Simon Dove, Universidade Anhembi Morumbi, Valéria Cano Bravi, PUC-SP- Artes do Corpo, Rosa Hércoles, Peter Davies e mais de cem coreógrafos. Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte)2011– Criação em Dança. Produzido originalmente para o 15º Cultura Inglesa Festival.