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H O M E M / B O I; V I D A / M O R T E . . .

TRANSMUTAÇÕES DE MIM

Marcos Braga MA

A natureza animal e a natureza do homem dentro da pericidade da vida, o quanto essa relação de tensão e dualidades habitam o ser, cujo os aspectos tidos como negativos (animal/morte) já são marcas tatuadas e indissociáveis nesse jogo chamado EXISTIR.
Essa dualidade homem/animal é encontrada dentro da manifestação folclórica do
Bumba-meu-boi, em destaque a simbologia do boi e o miolo do boi (individuo que
manipula e dá vida ao boi na brincadeira); matriz cultural e fonte de pesquisa do artista.
Processo facilitado por Marcelo Denny e Marcelo D’Avilla.

Resultado do laboratório de criação em vídeo peformance: PELE DIGITAL realizado
pelo Teatro da Pomba Gira e SESC/SP.


Artista: Marcos Braga
Direção: Marcelo D´Avilla e Marcelo Denny
Diretor de Fotografia: Marcos Camargo
Edição e Colorização: Edmar Almeida Produção: Wagner Guinesi
Trilha Sonora Music - Earthquake (Drums-Percussion)
Apoio: SESC Av. Paulista e Teatro da PombaGira

BOI DE JUÇATUBA

 Naýra Albuquerque MA

Dança e som do Boi de Juçatuba tocado com matraca de ferro

Imagens, montagem e roteiro: Naýra Albuquerque

Naýra Albuquerque é videasta, diretora, roteirista e editora na cidade de São Luis, Maranhão.
Graduada em Comunicação Social – Rádio e TV pela Ufma, é realizadora independente desde
2008, fez cerca de 12 filmes de curta-metragem como diretora, roteirista e editora: Ruas (2012),
Aquarela Periférica (2010), Florações Jurema (2018) entre outros, experimentou a direção e
roteiros compartilhados com alunos no longa-metragem “O céu sem eternidade” (2010)
coordenado pela cineasta Eliane Caffé. Montou o longa-metragem maranhense “Maranhão 669
– Jogos de Phoder” (2015) dirigido por Ramúsyo Brasil. Desenvolve Projeções na rua e realiza
Instalações Audiovisuais. Desenvolve pesquisa na área de filosofia da imagem tendo publicado
artigo sobre Montagem no livro Maranhão 669 e a potência das imagens: o audiovisual entre o
ensaio e a performance, a teatralidade e a poesia; Em 2020 participou dos cursos de Narrativas
Negras: Roteiro, do Centro Afrocarioca de Cinema Zózimo Bulbul como aluna da cineasta Viviane Ferreira e da escritora Ana Maria Gonçalves. Participou do curso Afrofuturismo ministrado por Kênia Freitas pela UFRN. É Mestranda em Imagem e Som (UFSCAR – SP), pesquisadora em Narrativa Audiovisual, sua pesquisa é sobre o que chama de Cinema de Encontro em produções realizadas por comunidades tradicionais.

VISITA URROU!

BOI DE PINDARÉ

João do Sá Viana (amo/ cantador) Hamilton Arouche - Buguelo (miolo) e Batuque

VIBREIXON

Adelmo Do Vale PE

Vibreixon é um videodança que nasce através da inquietude do pobre, negro periférico
em mostrar sua arte/vida sob a égide de uma precariedade. A pesquisa encontra no
aparelho de telefonia móvel celular a possibilidade de produções artísticas, às vezes
acessíveis. A proposta é fazer filmes feitos com celulares para serem vistos em
celulares. A micropolitica poética é fazer com que o maior número de pessoas veja as
produções que estão sendo feitas nas favelas, vivendo a estética da periferia e utilizando
os poucos recursos que nos é sugerido para continuar resistindo como artista/fazedor. O
filme foi filmado, produzido e editado em um IPhone 5s.

"VIBREIXON" é a nossa certeza de estarmos vivos, potentes e em movimento.  
A prontidão é um estado corporal que participa assiduamente da nossa realidade negra.
A opressão, a marginalização e a divisão social sempre nos incitam a desistência, mas
agora, estamos juntos e muito contagiados com a descoberta de poder. Estamos em
ebulição, nossa ancestralidade pulsa em cada corpo, corpo esse que não descansa, não
está em paz e vibra incessantemente pelo seu espaço, pela validade da sua cultura.
Nossos sonhos estão virando realidade. Subjetividades corporais e visuais unem nossos
saberes.

 

Adelmo do vale, 30 anos,negre, periférique, graduande em dança UFPE, performer, produtore, bailarine, fotografe, diretore, professore e pesquisadore em dança/vídeo. Seus estudos pessoais caminham pela performance na produção de arte com alternativas de baixo custo, especificamente com o aparelho de telefonia móvel celular na ressignificação da tecnologia à favor da produção/ fazer dança/artes visuais em Recife.
Hoje integrante dos coletivos: PBG24 “Pomba Gira 24” (Recife), Grupo Experimental
(Recife),  Afoxé Oxum Pandá  (Olinda), Coletiva Contrafluxo (PE).

 
Jair Simão, 23 anos, atualmente atua no Grande Circo Arraial - Escola Pernambucana
de Circo, como artista educador, atendendo crianças e adolescentes, em sua maioria de
periferia, através da pedagogia do Circo Social. Bailarino desde 2010, integrou grupos
de dança da cidade Studio8 de Dança, Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando
Borges e Cia. De Dança Daruê Malungo.

CORPOGRAFIAS DO PIXO

Márcia de Aquino e Gê Viana MA

A experiência estética do corpo que tenta criar uma dança, agora atravessa o corpo do indivíduo que passa, no encontro dos dois que dançam livremente uma dança de rua. O corpo e o pixo como uma simbiose exalta a pixação, ora configura e desconfigura os estados fixos.Os cenários das ruas sem o pixo nada seria. A pixação existe por uma euforia e desgaste do sistema, hoje o mundo dança para que/quem/Porque? A dança tem um efeito de anórdinas que recupera a vida banal. Corpografias do pixo é um ato - ação que traduz com o corpo o lugar de resistência dos pixos, onde vem manipulando os meios normativos da vida civilizatória urbana. É presente, simples, frontal, incompreensível, uma massa de tags e instruções de nomes labirínticos, para cada pixação uma dança estranha. Segundo Paola Berenstein Jacques “a corpografia é uma cartografia corporal (ou corpo-cartografia, daí corpografia), ou seja, parte da hipótese de que a experiência urbana fica inscrita, em diversas escalas de temporalidade, no próprio corpo daquele que a experimenta.

Criação e performance: Gê Viana e Márcia de Aquino

Vídeo: Pablo Monteiro, Ingrid Barros

Produção: Kaka Farias

OCULTO

Ruan Francisco MA

Um breve jogo sobre genótipo e fenótipo

Um breve jogo sobre ser e lei

Um breve jogo sobre música e corpo

25min59s Criado e performado performed por Ruan Francisco (apresentando siccor & whoam)

Criação e Performance: Ruan Francisco

Produção: BEMDITO Coletivo

Colaborações: Erivelto Viana, Ricardo Marinelli, Yuri Azevedo

Ruan Francisco cria arte multimídia em dispositivos móveis e desenvolve performances numa pesquisa que envolve música, vídeo e dança. Atualmente integra o BemDito Coletivo, Coletivo DiBando, PE.ACE e i-M lab.

PROFANO

Pablo Monteiro MA

Especialmente na festa sediada na cidade de Alcântara, o Divino Espírito Santo é figurado por uma Pomba/Pompa representativa do imaginário Cristão/Católico, reafirmadora da dicotomia colonial que tende a separar Sagrado/Profano. Entreposto de rotas coloniais, Alcântara reúne o maior número de comunidades quilombolas do Estado do Maranhão, demarcando espacialidade e presença de outras cosmologias, tal como a encantaria e os seus lugares sagrados para as religiões de matriz africana.

- O mastro abre/fecha, começa/encerra, entra/sai, o mastro é fálico.
- A cachaça dá força, abençoa e lava. A cachaça é remédio, nada acontece sem a cachaça.
- A cachaça é sagrada.
Profano é a negação colonizadora da experiência do outro pela invisibilidade dos que sempre foram donos. Profano também é sagrado, por este sentido, parte da festa ou ela por completa.

Pablo Monteiro, brincante da cultura e formado em História pela UEMA, Pablo
Monteiro desenvolve trabalhos documentais a partir do uso da imagem e do som, dando
ênfase para práticas ligadas ao universo afro-maranhense com destaque para a religião.
Em seus trabalhos individuais, propõe o uso de dispositivos móveis na construção de
narrativas fílmicas. Atua coletivamente como mediador na produtora @bichodaagua,
realizando e intermediando conteúdos em audiovisual a partir de abordagens periféricas,
priorizando a inserção de vozes e imagens emergentes no documentário

LAROIÊ

Leônidas Portella MA

É uma saudação feita à entidade Exu, tanto na Umbanda como no Candomblé. O mensageiro, aquele que abre os caminhos. Nessa proposta Exu é trazido em sua essência masculina e feminina, através do corpo, onde as experiências de vida do diretor estão relacionadas ao universo feminino existente em seus espetáculos, colocando em movimento os elementos de cena ressignificados para um novo olhar.

Performer e edição: Leônidas Portella

FRAGMENTOS MULHER

Doroti Martz SP/MA

Com a pandemia e as medidas de isolamento social, as violências contra mulheres têm aumentado brutalmente, pois muitas delas que sofrem com essas violências, estão enclausuradas com seus agressores. Diante deste lamentável cenário, decidi realizar um processo de criação experimental abordando esta temática, com o intuito de dialogar com as dores e transformações de outras mulheres. Duas perguntas fundamentais impulsionaram esta obra: Como tratar desta temática tão violenta, sem violentar outras mulheres em tempos de pandemia? Como aproveitar a oportunidade de adentrar na casa de alguém, através da imagem, levando algum tipo de esperança? A autora Conceição

Evaristo, me inspira na tentativa de trazer perspectivas esperançosas à outras mulheres.
No conto de Duzu-Querença na obra “Olhos d’água”, a autora fala de Duzu, como uma mulher que se acostumou com a “morte como uma forma de vida”.
Neste sentido, me indaguei sobre os processos de mortes simbólicas que vivi enquanto
mulher negra e dos processos de transformações e ressurreições que estes me possibilitaram e me ensinaram a ser mais forte. Todos essas reflexões e 
questionamentos resultaram no vídeoarte experimental Fragmentos Mulher, que parte da perspectiva de renascimentos de nove mulheres convidadas a comporem esta obra, através de seus relatos, fotografias, canções, poemas, vozes, onde todos esses materiais foram tecidos com meu corpo, com intuito de dançar com suas histórias e redesenhar rotas de esperanças. Fragmentos Mulher fala de dores, de metamorfoses, de amadurecimentos e fala da conexão de mulheres distintas com histórias distintas que se entrelaçam em um só corpo.

Doroti Martz, Atriz, performer e arte educadora que inicia sua carreira artística em 2008, com pesquisas em danças populares afrodispóricas. A partir disso, segue seus estudos junto ao Instituto Teatro Escola Brincante, desenvolvendo pesquisas em diversas matrizes das danças brasileiras. Pesquisou cantos tradicionais portugueses na região do Douro em Portugal através da mobilidade à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). É graduada pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) no curso de Licenciatura em Teatro, onde desenvolveu pesquisas sobre as danças populares maranhenses e estudos sobre performance. Atualmente é mestranda no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Unicamp, na linha de pesquisa de Linguagem em Arte e Educação, no grupo Laboratório de Estudos Audiovisuais – OLHO, sob orientação da Prof.a Dr.a Alik Wunder. Desenvolve pesquisas em danças afrodispóricas brasileiras, vídeoarte e performance.

RASTOS

Tieta Macau MA

"Só sei mesmo fazer rasto..."
Aqui se constrói um exercício visual a partir da poética do rastro enquanto trajeto
estético da pesquisa Ancés, esta que se apresenta como plataforma para pensar/inventar relações entre ancestralidade, diáspora negra, corpo e contra-colonialidade. Uma breve travessia em três macumbarias/aparições. Vestígio da narrativa disruptiva de uma corpa negra que se desenterra numa ação de refazimento de si, que demarca o chão para dar imagem/corpo as correntes tentativas de virtualizações e apagamentos de corpas negres. Macumbarias dançadas que escrevem em terra, rastros de um corpo que tenta desfazer o trajeto imposto pela construção colonial, que dança memórias e reinventa presentes.

PONTA DE FLECHA

Vinicius Viana MA

Ponta de flecha é a ligação entre mito, símbolo ao corpo enquanto ser miscigenado, que
visa o movimento do terreiro como força matriz e motriz criativa de sua dança, o
performer torna-se uma figura que traduz arquétipos do mito "flecha", movimentos do
orixá Oxossi, Ossaim, de pajés e caboclos, é essa ponta  que vai interligar o pensar a
corporeidade negra e as plurais estéticas contemporâneas.

Vinicius Viana é dançarino e ator, formado em Licenciatura em Teatro pela UFMA -
Universidade Federal do Maranhão e Mestre em Teatro pela UDESC – Universidade do
Estado de Santa Catarina, onde executou a pesquisa “Corpos que baiam, um toque de
Mina como percepção do dançarino”. Em sua caminhada colaborou junto a diversos
grupos artísticos de São Luís, enquanto dançarino desenvolve em seus trabalhos uma
linguagem própria, partindo da estética,  corpo e mitos dos terreiros de matriz africana
enquanto força matriz e motriz da criação, dança e diáspora negra.