OCUPA ÁRVORE 

Flavia Meireles (RJ)

Dia 06 19H 

Casarão Angelus Novus

 

Através de uma palestra/performance recrio o evento conhecido como

Ocupa Árvore, onde o indígena Urutau Guajajara permaneceu 26 horas

no topo da árvore resistindo ao despejo ilegal da Aldeia Maracanã - ao

lado do estádio Maracanã – pela Polícia Militar do Estado do Rio de

Janeiro em 2013. Reconto, articulando palavras, imagens e gestos, um

conjunto de experiências que tangenciam assuntos como remoções,

táticas de resistência, circulações territoriais e subjetivas. Tangenciam,

também, um modo de existência: o indígena urbano como urgência em reelaborar

outra relação com o mundo e o Ocupa Árvore como ato performativo limítrofe

entre arte e vida.


Criação, Concepção e Performance: Flavia Meireles
Intervenção Sonora: Claudia Holanda
Fotos: Ju Brainer
Apoio: Movimento Resistência Aldeia Maracanã (RJ) e Programa de Pós-graduação em Artes Visuais (EBA/UFRJ), bolsa de mestrado CNPq.
Agradecimentos: Benedito Meireles, Urutau Guajajara, Potira Kricati, Mônica Lima, Leila Holanda, Mariana Patrício, Giselle Ruiz, Angela Leite Lopes. Duração: 60 minutos


FLAVIA MEIRELES é artista-etc. Doutoranda em comunicação e cultura (ECO/UFRJ), mestre em Artes Visuais (EBA/UFRJ), licenciada em Dança (FAV/RJ). Coordena o grupo de pesquisa Temas de Dança (www.temasdedanca.com.br) que desde 2011 se dedica a criar modos de pesquisar e produzir material de pesquisa em dança e, entre outros, promoveu o seminário Bordas do corpo: dança, política e experimentação no Museu de Arte do Rio (2014). Foi professora de História da Dança na Escola e Faculdade Angel Vianna de 2005 a 2015. Leciona no bacharelado em Teoria da Dança (UFRJ). Ministrou o curso “Dramaturgia em Dança” em 10 regionais SESC do Brasil  (2015) e ministrou dança contemporânea no Projeto UZINA – Espaço Cultural Escola SESC (2015). Fez a coreografia do longa-metragem “Pendular”, da cineasta Julia Murat.
Alguns de seus trabalhos artísticos são: “Ocupa Árvore” (2014), “Trabalho para comer” (2012, Fundo de Apoio à Dança) e “sem nome todos os usos” (2010, Prêmio Klauss Vianna). Foi residente no centre d’exchange des Récollets em Paris (2010). 

Dançou com os coreógrafos Paulo Caldas, João Saldanha, Gustavo Ciríaco, entre outros.
Produziu os seminários ABI PENSA A DANÇA (2011), “Uma noite com Yvonne Rainer” (Espaço SESC, 2009). É interessada no cruzamento de linguagens, em modos de produção em arte contemporânea e na relação entre arte e política tendo como foco o corpo/movimento.