CURSO | Processos criativos em dança contemporânea: Composição,

dramaturgia e modos de existência

com Thereza Rocha (RJ/CE)

01 e 03 JUN - 14:00 às 17:00

Dia 01 na Guest House

Dia 03 no Casarão Ângelus Novus

 

Abordagem de alguns modos de criação em dança contemporânea para entende-los

como modos de existência. As noções de composição e de dramaturgia pensados como

operadores estético-políticos da criação/invenção em dança. Uma reflexão,

mais que tudo, um desejo de dança como afirmação do poder da vida, 

em lugar do poder sobre a vida, diante do difícil tempo que enfrentamos na cena

política do Brasil de hoje e de amanhã.

PALESTRAPara pensar a dança com dança contemporânea

com Thereza Rocha (RJ/CE)

02 JUN - 09:00

UFMA

 

Qualquer proposição curricular de um curso superior de dança hoje acolherá quase inevitavelmente os desafios enfrentados pela dança na contemporaneidade. Isso não é o mesmo que dizer que uma tal proposição tenha a dança contemporânea como fim/finalidade da formação do estudante. Pensar a dança contemporânea como eixo transversal das proposições curriculares e pensar o próprio currículo como cartografia são convites desta palestra.

THEREZA ROCHA | Pesquisadora de dança, diretora de espetáculos e dramaturgista de processos de criação. Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO. Professora dos cursos de Bacharelado e de Licenciatura em dança da Universidade Federal do Ceará, onde coordena o grupo de pesquisa QUINTAL: dança, pensamento, outras dramaturgias e processos de dizibilidade. Concebeu a quase-instalação Máquina de Dançar, junto com Maria Alice Poppe, que esteve em cartaz no SESC Pompeia em 2016. Coautora do livro Diálogo/Dança, junto com Marcia Tiburi (SENAC, 2012) e autora do livro O que é dança contemporânea?, (Conexões Criativas, no prelo).

OFICINA | Os Bichos

com Wagner Schwartz (BRASIL/FRANÇA)

01 e 03 JUN - 09:00 às 12:00

Teatro Arthur Azevedo

Nessa oficina, os participantes serão convidados a observar as articulações e as variações que movem o corpo da

escultura Bicho, da artista plástica Lygia Clark. Em seguida, a explorar suas formas no próprio corpo. As

metáforas que  surgem dessa experiência serão compartilhadas e estudadas em grupo. Os participantes  não precisam ter conhecimento prévio de técnicas de dança. Coordenação de Wagner Schwartz.

WAGNER SCHWARTZ  Nascido em Volta Redonda, Rio de Janeiro, em 1972, seus trabalhos coreográficos são fortemente 

influenciados pela literatura. Cada qual problematiza as experiências do estrangeiro entre línguas, culturas, cidades e instituições

através de um procedimento definido como "dramaturgia da migração".

Schwartz trabalha com dança contemporânea e vale-se dos modos de composição de texto, som e imagem para fazer visível a

fisicalidade de seus experimentos. Selecionado pelo Rumos Itaú Cultural Dança em 2000/2001, 2003/2004, 2009/2010 e 2014,

seus projetos têm sido estudados em publicações dentro e fora do Brasil, como no livro O fazer-dizer do corpo: dança e performatividade,

de Jussara Sobreira Setenta (Salvador: Ed. da UFBA, 2008) ou Am Rand der Körper: Inventuren des Unabgeschlossenen im zeitgenössischen

Tanz (À borda do corpo: inventários da dança contemporânea inacabada), de Susanne Foellmer (Berlin: Transcript, 2009). Na França, criou peças em colaboração com Rachid Ouramdane e Yves-Noël Genod. Vive e trabalha em São Paulo e Paris

                                                                                                                                     

OFICINA | Oficina de Honestidade Artistica

com Neto Machado e Jorge Alencar (PR/BA)
05 e 06 JUN - 14:00 às 17:00

Teatro Arthur Azevedo

Oficina de criação que penetra nas fantasias e tesões artísticos de cada participante.

Um desejo de acessar, principalmente, nossas poesias domésticas, íntimas e não

institucionalizadas.
O que mobiliza cada artista além das tendências e tabus estéticos? O que

produz atração e repulsa nas artes e como isso constitui cada pessoa em

seu movimento criador? Quando a pulsão criadora transborda o “projeto

oficial” aprovado em edital? Onde estão os textos escritos, mas nunca

publicados? Onde está a coreografia aprendida a portas fechadas? Onde

está a música cantada no chuveiro diariamente? Onde está a cena

ensaiada em frente ao espelho? Assim, a oficina desmantela certas

oposições hierarquizantes como profundo X superficial; arte X entretenimento; profissional X

amador… Os encontros são pautados principalmente por conversas francas e práticas de composição performativa.
Realizada desde 2013 - quando os criadores Jorge Alencar e Neto Machado participaram do projeto Palco Giratório do Sesc -, a oficina vem revelando imensas potências artísticas e pedagógicas ao se deslocar por cidades brasileiras como: Salvador (BA), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), São Luís (MA), Cuiabá (MT), Rio Branco (AC) entre outras.
A oficina é voltada para artistas dos diversos campos - dança, teatro, artes visuais, cinema etc - que desejem performar independente de suas habilidades específicas.


JORGE ALENCAR cria com dança, audiovisual, teatro, curadoria, escrita e educação. Graduado em Comunicação Social (UCSAL) e em Dança (UFBA), é também Mestre em Artes Cênicas (UFBA). Dentre as suas criações estão: "souvenir" (peça para quintal), Pinta (longa-metragem) e o IC (encontro de artes). Jorge tem se engajado em assuntos como: sexualidade, humor e deslocamentos culturais. Em 1998, fundou o Dimenti - produtora cultural e ambiente de criação. Para mais informações: http://www.jorgealencar.com.br

NETO MACHADO é ator, dançarino, coreógrafo e comunicador. Aos 09 anos, começou a dançar e atuar vendo clipes do Michael Jackson e a fazer teatro encantado pelo Castelo Ra Tim Bum. Mestre em Artes Cênicas, foi residente bolsista do Instituto Akademie Schloss Solitude. Neto já apresentou em mais de 50 cidades brasileiras e 10 países, passando por lugares como: TATE Modern em Londres, MIT em Boston e Festival d' Avignon na França. Como um dos coordenadores do Dimenti - ambiente criativo - realiza projetos como: festival IC - Interação e Conectividade e o longa-metragem Pinta. Pra mais infos: www.netomachado.com

OFICINA | ESCUTA DO ESPAÇO

por Flavia Meireles (RJ)

06 JUN - 09:00 às 12:00

Guest House

Análise das diferentes concepções de corpo e espaço, historicamente construídas, e

sensibilização das possíveis relações entre corpo/espaço no processo criativo.

FLAVIA MEIRELES é artista-etc. Doutoranda em comunicação e cultura (ECO/UFRJ), mestre

em Artes Visuais (EBA/UFRJ), licenciada em Dança (FAV/RJ). Coordena o grupo de pesquisa

Temas de Dança (www.temasdedanca.com.br) que desde 2011 se dedica a criar modos de p

esquisar e produzir material de pesquisa em dança e, entre outros, promoveu o seminário 

Bordas do corpo: dança, política e experimentação no Museu de Arte do Rio (2014). Foi professora

de História da Dança na Escola e Faculdade Angel Vianna de 2005 a 2015. Leciona no

bacharelado em Teoria da Dança (UFRJ). Ministrou o curso “Dramaturgia em Dança” em 10 regionais SESC do Brasil  (2015) e ministrou dança contemporânea no Projeto UZINA – Espaço Cultural Escola SESC (2015). Fez a coreografia do longa-metragem “Pendular”, da cineasta Julia Murat.
Alguns de seus trabalhos artísticos são: “Ocupa Árvore” (2014), “Trabalho para comer” (2012, Fundo de Apoio à Dança) e “sem nome todos os usos” (2010, Prêmio Klauss Vianna). Foi residente no centre d’exchange des Récollets em Paris (2010). 

Dançou com os coreógrafos Paulo Caldas, João Saldanha, Gustavo Ciríaco, entre outros.
Produziu os seminários ABI PENSA A DANÇA (2011), “Uma noite com Yvonne Rainer” (Espaço SESC, 2009). É interessada no cruzamento de linguagens, em modos de produção em arte contemporânea e na relação entre arte e política tendo como foco o corpo/movimento

RESIDENCIA (Convocatória no Open Space²) | Corpo Presente.

com Denise Stutz (RJ)

27 a 31 MAI - 18:00 às 22:00

Guest House

 

A experimentação de um corpo que se move a serviço da imaginação e dos sentidos, impulsionado por imagens, associações e memórias. Jogos corporais estabelecem relações e ampliam a percepção do que nos rodeia: o espaço, o tempo, os outros.

 

- O corpo -  Trabalho com a musculatura e articulações do corpo. A investigação de novas possibilidades de movimentação de um novo corpo. Pensar em um corpo que cria questões e sentidos a  cada movimento. O objetivo desta fase é ampliar a consciência do corpo e a partir desta consciência tentar entender e criar o sentido ao movimento no tempo e no espaço.  

- Improvisação -   Trabalho com improvisação coletiva por meio de jogos e regras estabelecidas  usando o corpo  e a palavra.  Os objetivos desta fase são: ampliar a percepção do que nos rodeia, trabalhar em coletivo e  criar dentro do coletivo uma autonomia.

- O processo de criação -  A partir da pesquisa e dos materiais que surgiram durante o processo de improvisação o trabalho passa a ser direcionado para a composição cênica. A composição de uma cena, a construção de um sentido e de um pensamento claro através das ferramentas trabalhadas. O objetivo desta fase é juntar todo o processo para que cada participante tente descobrir qual a  questão que o move e  a importancia do  sentido para a criação de uma cena .  

 

DENISE STUTZ, iniciou seus estudos de dança em Belo Horizonte. Em 1975 junto com outros 10 bailarinos fundou o Grupo Corpo. Trabalhou com Lia Rodrigues como bailarina, professora e assistente de direção. Foi professora do curso técnico da Escola Angel Viana. A partir de 2003 começou a desenvolver seu próprio trabalho solo, apresentando-se no Brasil, França, Espanha, Portugal, Austrália , Alemanha e Cabo Verde.             
Seus 3 trablhos solos  foram apontados pela critica do jornal “O Globo” como um dos dez melhores espetáculos de dança apresentados nos anos de 2003 (DeCor) e 2013 ( Finita)  2015 (Entre Ver). Trabalhou com o diretor Luiz Fernando Carvalho criando as coreografias para as mini series “Hoje é dia de Maria”, “Capitu”  e do programa “ Clarice só para mulheres” fez parte da equipe da  preparação dos atores  para a  novela Velho Chico.  Foi orientadora dos artistas do Colaboratório no Rio de Janeiro de Teresina e Brasília ,projeto do Festival Panorama da Dança do Rio de Janeiro como também orientou o  Ateliê de coreográfico da Vila das Artes em Fortaleza. Desenvolveu junto com o vídeo artista Felipe Ribeiro o espetáculo “Justo uma Imagem” (pesquisa contemplada pelo programa Rumos Itaú cultural) e o infantil “Espalha pra Geral”.   Fez parte do grupo Coletivo Improviso dirigido por Enrique Diaz nos espetáculos “Não olhe agora” e “Otro”.

MESA | Formação Técnica e Profissional em Artes Cênicas no Maranhão: Possibilidades e Perspectivas.

04 JUN 16:00

Teatro da Cidade

OFICINA | Pesquisa Corporal

com Rosa Primo  (CE)

04 JUN 09:00 às 12:00             

Casarão Ângelus Novus

 

Estudo e experimentação e das possibilidades expressivas do gesto na construção cênica e do ato de improvisação, a forma e sua dinâmica no espaço, o estudo da força da gravidade e suas conexões com os apoios internos e externos, a exploração das qualidades expressivas do movimento em função da combinação dos elementos relacionados ao espaço, ao ritmo, a força e a fluência, bem como suas interferências nos gestos cotidianos, o estudo dos impulsos e dinâmicas da dança

Rosa Primo é bailarina e professora dos Cursos de Dança da Universidade Federal do Ceará –UFC. Doutora, com estágio de um ano (2008) no Curso de Dança da Universidade Paris 8 (França); tendo como foco em suas pesquisas as questões que envolvem a corporeidade dançante. Graduada em jornalismo (PUC de Campinas – São Paulo). Líder do Grupo de Pesquisa concepções Filosóficas do Corpo em Cena (CNPq), membro da Association des Chercheurs en Danse e coordenadora do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – Pibid.-Dança (CAPES). Foi coordenadora de dança da Secretaria de Cultura de Fortaleza (SECULTFOR) e autora do livro “A dança possível: as ligações do corpo numa cena”.

WORKSHOP | Dança QuEbRaDa

com  Alexandre Santos OBC (PI)

Dia 04 às 14H

SESC Deodoro

Dança QuEbRaDa parte da pesquisa de criação do espetáculo TRETA, e no workshop será trabalhado criação e improvisação em dança urbana.

Original Bomber Crew | Interação RALÉ/PI

É o elemento breaking que se mantém ativo desde 2005 e é referência no Piauí como uma escola de dança de rua. Com participações em festivais, batalhas e encontros nacionais e internacionais. é uma organização de praticas, pesquisa e produção da cultura Hip Hop. Atualmente ocupa a Casa do Hip Hop em Teresina, referência no Brasil. Além de gestão, desenvolve criações de espetáculos, performance, intervenção urbana, batalhas, festivais e oficinas de dança, hoje,  guiado pelo projeto Casa dança.